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Janela Indiscreta (1954) Jefferies, com a perna engessada, acaba de ter certeza de que seu vizinho é um assassino. Sua mente febril se perde nas mais intensas elocubrações sobre o crime e a culpa dos homens quando toca a campainha. Com dificuldade, ele arrasta a cadeira de rodas até a porta e ao abri-la, se depara com um estranho que lhe sorri enigmático: – Boa noite. Posso adivinhar que o senhor é um homem de bom gosto e que mesmo no infortúnio não vai querer perder a chance de melhorar a sua cultura. Nada melhor para isso do que uma boa enciclopédia, como esta que estou oferecendo. O público quase perde o fio da meada, pois o homem só vai embora quarenta e sete minutos depois, deixando James Stewart com doze exemplares da Britannica para pagar em dezesseis vezes, sem juros. Mais tarde se verifica: o vendedor era Hitchcock numa de suas famosas aparições.
![]() - Eu vou ficar com as sobras. - Olha que eu te queimo. A Malvada (1950) O momento muito chato: a seqüência do restaurante Em um restaurante lotado, Bette Davis pratica uma de suas maldades, enfiando o garfo de peixe na coxa direita de Lorde Gibson, mas toda a tensão se desfaz quando se aproxima o garçom francês, que pergunta: - Alguém vai querrer levarr as sobrras? O casal começa então a discutir sobre quem ficará com os restos do cassoulet do jantar. Gibson lembra que da última vez Bette levou uma quentinha para casa, agora é sua vez. A audiência, de tão entediada, nem se importa quando Bette, ignorando qualquer argumento, leva a melhor ao ameaçar queimar Gibson com o cigarro.
![]() - Você não quer comprar o meu livro? - Nem morta. My Fair Lady (1964) Está prestes a acontecer a famosa aposta e tudo mudará na vida da florista Eliza Doolittle. Mas antes que o professor Henry Higgins e o coronel Hugh Pickering aceitem o desafio de saber se uma mulher do povo pode em pouco tempo se passar por uma dama, ambos têm que aturar a conversa com um poeta alternativo. Tudo começa com o professor e seu amigo em um café, onde um sujeito, vendo os cavalheiros reunidos, se aproxima e oferece: - Os senhores não gostariam de comprar meu livro? Fui eu mesmo que imprimi. Sou um poeta alternativo. Segue uma longra digressão sobre as dificuldades de se viver de literatura e a falta de respeito pelos poetas ingleses. Uma chatice só.
![]() - Se limpou direitinho? - E nem lavei as mãos. Garotas, garotas e mais garotas (1962) Elvis Presley está em um luau, cercado de jovens bonitas. Vai começar um clipe musical, mas antes o personagem do rei do rock precisa tirar a areia que entrou em sua sunga. Os espectadores ficam constrangidos nos dois minutos e vinta e sete segundos em que Elvis, de todas as maneiras, inclusive a mais vulgar, se contorce para limpar a areia que insiste em ficar agarrada à pele. Quando a música finalmente começa é tarde demais.
![]() - Sinto muito, senhor, mas o sistema do banco está fora do ar. Pulp fiction (1994)
![]() - Lois, quer ser minha fiadora? - Não.
Super-homem já fez a sua triunfal primeira aparição pública e, como Clark Kent, tenta se adaptar à vida em Metrópolis. Mas o repórter não sabia que iria ter tanta dificuldade em encontrar apartamento. Imobiliária após imobiliária, todos lhe informam que é preciso um fiador com dois apartamentos ou dois fiadores com um. Ele não conhece nenhum. O chefe, Perry White, Lois Lane e até o jovem Jimmy Olsen se esquivam quando Clark lhes pede ajuda. Clark volta à última imobiliária só para ouvir que o apartamento perfeito que tinha encontrado foi para outro. - Sinto muito, mas eles trouxeram os documentos primeiro - informa a corretora. Vai embora desanimado. Mais uma vez terá que dormir no terraço do Planeta Diário. Não seria ruim se não fossem os pombos. Todos os dias acorda coberto de merda. Além de tudo, começa a chover. # alexandre rodrigues | 28 de setembro Comentários (3) | TrackBack (0) |
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