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TAM é caso de cadeia

Onze anos atrás o reverso de uma turbina funcionou fora de hora e derrubou um avião da TAM que havia acabado de decolar em Congonhas. Noventa e nove pessoas morreram. Agora à noite, depois de negar ontem qualquer defeito, a empresa confessou à TV Globo e ao Terra que o mesmo avião que atravessou a pista do aeroporto no triplo da velocidade normal de aterrissagem teve um defeito no reverso da turbina quatro dias antes do acidente e não passou por nenhuma revisão. Teve problemas para frear numa aterrissagem um dia antes da tragédia e não passou por nenhuma revisão.


O reverso é um dispositivo que faz a turbina funcionar ao contrário nos pousos, reduzindo a velocidade do avião. Caso não tenha funcionado, pode ter sido a causa daa alta velocidade da aeronave no solo e a tentativa desesperada, captada pela torre de controle, do piloto de fazer o avião mudar de direção (provavelmente dar um cavalo de pau) pouco antes de ir se chocar com um prédio da TAM já fora do aeroporto. Ainda a terça-feira à noite o site do Estado de São Paulo publicou essa matéria em que pilotos relatavam a existência de um mecanismo que impede o funcionamento dos freios do Airbus da companhia. Ao mesmo tempo um especialista em aviação ouvido pelo Terra disse que o não-funcionamento do reverso não é por si só razão para o acidente.

Uma lista feita pelo site do jornal O Globo na terça-feira à noite contabilizou os acidentes envolvendo aviões da TAM desde o primeiro acidente em Congonhas: uma explosão que abriu um buraco na fuselagem, ejetou e causou a morte de um passageiro, a explosão de uma turbina em pleno ar, uma peça que se soltou e quebrou uma janela, um avião que pousou em chamas, outro que perdeu todo o combustível e teve que fazer uma aterrissagem de emergência numa fazenda e uma porta que se abriu durante o vôo. Em cada incidente, lógico, o pânico à bordo deve ter sido terrível.

Está na hora da TAM ser fechada. Se não puder ser fechada, que haja intervenção estatal, afastamento da atual diretoria pela Justiça, rebelião dos acionistas, o que for.

O argumento na nota oficial da empresa de que o avião estava nas normas da Anac e da Airbus não quer dizer nada se for constatado que o problema foi mesmo na turbina. O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, deveria então tentar explicar isso aos parentes dos mortos.

E se as normas aéreas são tão frouxas que prevêem um prazo de dez dias para a manutenção quando uma turbina deixa de funcionar, voar é aquilo que me fez passar a odiar viajar de avião nos últimos anos. Questão de sorte. Apenas sorte.

# alexandre rodrigues | 19 de julho Comentários (1) | TrackBack (0)


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