Tu não me engana
"José Dirceu entrou para o depoimento ao Conselho de Ética arrotando sua história de herói revolucionário e saiu do tamanho de Roberto Jefferson, que se auto-intitulou certa vez, adequadamente, como "troglodita". Dirceu ficou do tamanho de um "chicaneiro", esses advogados mambembes que usam os argumentos mais toscos e covardes para livrar seus clientes da cadeia ou de algum outro tipo de punição."
Clóvis Rossi faz a melhor avaliação do depoimento de José Dirceu, na Folha de hoje (coluna inteira aí embaixo):
Folha de São Paulo
São Paulo, quarta-feira, 03 de agosto de 2005
CLÓVIS ROSSI
O Nobel da distração
SÃO PAULO - José Dirceu entrou para o depoimento ao Conselho de Ética arrotando sua história de herói revolucionário e saiu do tamanho de Roberto Jefferson, que se auto-intitulou certa vez, adequadamente, como "troglodita".
Dirceu ficou do tamanho de um "chicaneiro", esses advogados mambembes que usam os argumentos mais toscos e covardes para livrar seus clientes da cadeia ou de algum outro tipo de punição.
Foi covarde, por exemplo, ao dissociar-se do partido do qual se orgulha de ser militante desde a fundação, faz 25 anos. "Não assumo atos da direção executiva do PT", afirmou, como se esta fosse constituída de ETs, absolutamente estranhos para Dirceu.
Falso, como ele próprio admitiria ao falar das relações de "franqueza e lealdade com José Genoino, Delúbio Soares e Silvio Pereira", os três sobre os quais agora se tenta jogar toda a culpa pelos trambiques.
Que diabo de franqueza e lealdade é essa pela qual se omite de quem foi presidente do partido por sete anos e seu secretário-geral por outros cinco os "atos" de que agora se envergonha Dirceu?
Que diabo de político mambembe é esse que, tendo participado do alto comando petista por 12 anos, não percebeu que os seus colegas eram capazes de praticar "atos" capazes de gerar o que o próprio Dirceu chamou de "tragédia" do PT?
É, diga-se, o mesmo dirigente político que conviveu durante 13 anos com um certo Waldomiro Diniz e, ainda assim, foi incapaz de notar nele qualquer tendência delinqüencial, a ponto de levá-lo para o coração do governo, posição a partir da qual negociava com delinqüentes.
Mesmo que, num ato de insana ingenuidade, se aceite que Dirceu ignorava tudo o que se passava no seu partido e nas relações dele com o governo e com a base aliada, fica evidente que se trata de um tolinho profundamente distraído. O que é incompatível com o exercício de funções de responsabilidade.
@ - crossi@uol.com.br
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