Samjaquimsatva






Ignácio de Loyola Brandão visitou minha cidade
Estava passeando pela cidade, porque a sossegada São Joaquim (aqui ao meu lado a história da cidade, escrita pelo Lúcio Falleiros), com suas lojas, seus barbeiros, engraxates, pouquíssimos prédios (que alívio), me lembra a Araraquara de onde parti. Não resisti, diante da Feira há uma casa da pamonha, arrisquei e saí feliz, era fresca, saborosa, parecia de fazenda, creme de milho puro, coisa que só existe no interior. Fiquei ali, pensando que se cada cidade brasileira de porte médio realizasse sua feira, o ambiente cultural mudaria. Nelas se vê que livro está ligado a prazer, fantasia, conhecimento, e que organizando um acontecimento, o povo responde. Todavia, São Joaquim foi uma surpresa atrás da outra. Atravessava a praça, tive um encontro assombroso. Dei com José Renato, assessor de Relações com a Comunidade, e organizador da Feira, seguido pelo Dodô, tesoureiro da prefeitura. Estavam à minha procura pela cidade há meia hora. Para me pagar! Acreditem! Num país em que todo mundo cancela, adia, promete, não atende telefone, dá cheque para 60 dias, tem gente que nos procura para pagar! Há esperança!

Ignácio de Loyola Brandão contou em sua coluna no Estadão de hoje (para assinantes) sua visita a 3ª Feira de Livros de São Joaquim da Barra, minha cidade natal. Foi divertido ler no Estadão comentários sobre a pamonha da praça e da escola onde estudei. Só pra contextualizar, São Joaquim da Barra atualmente tem quatro prédios.